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11/09/2017

NUPIER participa de semana acadêmica dedicada ao primeiro advogado negro do Brasil

O Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NUPIER) esteve presente no dia 25 de agosto do Ciclo de Atividades em homenagem ao primeiro advogado negro do Brasil, Luis Gonzaga Pinto da Gama. A “Semana Luis Gama” foi realizada pelo Centro Acadêmico Hugo Simas, instância representativa dos estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná.

O advogado Luis Gama nasceu em Salvador, em 1830, e faleceu em São Paulo, em 1882, e é considerado o maior abolicionista do Brasil. O título de advogado lhe foi concedido postumamente pela Ordem dos Advogados do Brasil, em 2015, 133 anos após a sua morte.

A mesa de abertura contou com o Presidente do Instituto Luis Gama, o Coordenador do curso de Direito e a Vice-Reitora da UFPR. De terça a sexta, o evento contou com diversas mesas debatendo sobre "Direito Penal e a Questão Racial", "Comunidades Tradicionais", "Feminismo Negro" e "A universidade na Luta Contra o Racismo". O evento também contou com uma aula pública sobre Conflitos Raciais no Brasil e a apresentação do documentário "Menino 23", além de um painel especial com a participação da Ministra de Direitos Humanos do Governo Federal, Luislinda Valois.

O painel "Comissão Nacional da Verdade da Escravidão" contou com a presença da Promotora de Justiça Mariana Seifert Bazzo, coordenadora do NUPIER, da Dra. Silvana de Oliveira Niemczewski, Presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-PR, e de Daniel Dias de Moura, da Comissão Estadual da Verdade de Escravidão em Minas Gerais.

A Promotora de Justiça apresentou nesta mesa o trabalho do Núcleo e defendeu que conhecer personagens negros que construíram a história do país, mas que foram esquecidos ou embranquecidos pelo racismo, aviva a cultura negra e devolve sua representatividade perante a população negra atual e futura. Conhecer a origem de expressões racistas e reconhecer a crueldade praticada contra os negros, especialmente o histórico legislativo escravagista, são importantes ferramentas de combate ao racismo estrutural que ainda persiste na sociedade. Por fim, explicou que a sociedade deve refletir sobre os baixos índices sociais relativos à população negra no Paraná e no Brasil, bem como sobre o racismo institucional que ainda impede a população negra de procurar a justiça para registrar casos de crimes raciais, para reconhecer a dificuldade de se dimensionar o racismo no Brasil.
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